terça-feira, 3 de março de 2009

Formas de Governo

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Governos de toda forma

Nenhum povo pode prescindir de or­ganização política, ou seja, de mé­todos ou sistemas que controlem e dirijam o comportamento dos grupos huma­nos. O órgão encarregado de aplicar esses métodos cm cada região onde viva um po­vo chama-se governo.
A história, a cultura, a moral, até mes­mo a geografia variam: não permanecem iguais para todos os povos da Terra. E os governos, em forma, em métodos e em orga­nização, também variam. Estudá-los e clas­sificá-los já foi uma preocupação dos gregos da Antiguidade. A classificação mais co­nhecida das formas de governo foi feita por Aristóteles. Segundo ele, há as formas puras e as impuras. As puras são: monarquia, governo de um só; aristocracia, ou go­verno de vários; democracia, governo do po­vo. E ainda segundo Aristóteles as formas impuras seriam deturpações das formas pu­ras. Quando o governo é de um só mas não visa ao interesse geral e sim ao particular, do governante, a monarquia vira tirania. Quando o governo está nas mãos de uma minoria privilegiada (governo de vários) mas é exercido em benefício dessa minoria e não do povo cm geral, a aristocracia trans­forma-se em oligarquia. E, finalmente, quan­do o poder está nas mãos do povo mas este, descontente e revoltado, domina diretamente os governantes, implantando um regime de terror e violência, acontece a demagogia, forma corrupta da democracia.

Por muito tempo a classificação de Aristótelcs foi aceita; e muitas vezes discutida. Numa classificação moderna, Rodolphc Leun define as formas de governo quanto à origem, à organização e ao exercício.
Quanto à origem, os governos podem ser democráticos ou populares e de dominação. São democráticos ou populares aqueles em que o poder "emana do povo”, é o povo que governa, diretamente, ou por meio de re­presentantes. Governos de dominação são os que não dão o poder ao povo. Atribuem-no a entidades sobrenaturais (teocracias) ou a um indivíduo que acredita merccè-lo por "direito divino" ou simplesmente por tê-lo conquistado, de uma forma ou de outra. Sem representar o povo nem trabalhar por ele, o governante age por direito e vontade próprios: é uma autocracia.
Quanto à organização, existem os gover­nos de fato e os de direito. Se a ocupação dos postos supremos se fez pela força ou por golpe de Estado, se o governante ou governantes não assumiram o poder pelos meios legais e normais prescritos pela Cons­tituição do Hstado, há governo de fato. A tendência dos governos de fato, no entanto, é transformarem-se cm governos de direito. Como? Consolidando-se, sendo reconhecidos pelos demais Estados, restabelecendo a or­dem e a normalidade na vida jurídica e política da nação. A organização dos go­vernos de direito pode ser feita com base na hereditariedade, como acontece nas mo narquias, ou mediante eleições, como se dá nas democracias.
Quanto ao exercício do poder, serão abso­lutos os governos que não obedecerem a ne­nhuma constituição, a nenhuma norma ju­rídica. E serão constitucionais os que exer­cerem o poder de acordo com uma consti­tuição ou leis estabelecidas.

Os bandos e as tribos
No princípio dos tempos, o homem vivia em bandos: várias famílias que andavam de lá para cá, no meio das matas, à procura de alimentos para sobreviver, de víveres e água. Quando os recursos naturais da re­gião esgotavam-se, partiam novamente: eram nómades. Aos poucos, foi aumentando a ca­pacidade do homem para desenvolver e apro­veitar os meios naturais, até que ele já não precisa abandonar as terras, pois aprendeu a fazè-las produzirem por longo tempo: 05 primeiros grupos sedentários começam a aparecer. Fixados em determinada região, os bandos iam crescendo e acabavam por se dividir: metade partia em conquista de ter­ras vizinhas, formando alí novo agrupamento humano. Não havia necessidade, ainda, de organização política formal, nesse tipo de sociedade. A chefia dos bandos encontrava-se em mãos de poucos indivíduos, reconhe­cidos como líderes c sem cuja aprovação na­da se podia fazer.
Do crescimento dos bandos e de sua mul­tiplicação surgiram as primeiras tribos. No começo também cias não determinaram a necessidade de organização política para controlar a vida de seus membros. Mas á medida que uma tribo começava a obter bens além dos necessários à sua sobrevivên­cia, a situação ia mudando. Nem todos precisavam dedicar-se ao trabalho de obtenção dos víveres. Parte da tribo poderia, daí por diante, especializar-se cm outras funções: controle do grupo, supervisão c direção da sociedade. Surgem os chefes, os guerreiros e os sacerdotes, com poderes governamen­tais. Os chefes, por questão de prestígio, re­cebem presentes dos súditos, sob a forma de víveres. Aos poucos esses presentes en­tram para a tradição e acabam-se tornando tributos obrigatórios, que serão armazenados para servirem ao povo nas horas de neces­sidade. Seriam os "impostos" da época. O tempo passa e essas sociedades simples vão-se tornando mais complexas. Surgem com isso novos elementos na organização políti­ca das tribos, que constituem, então, cada qual um Estado. Lima classe de guerreiros começa a se esboçar em torno c a serviço dos chefes; criam-se os exércitos.
Na Grécia,surge a democracia
A antiga organização política da Grécia legendária pode ser considerada uma evo­lução da empregada nas primitivas tribos. O chefe de uma tribo tornava-se mais forte que o das demais, seu exército era mais nu­meroso c valente. Com isso, ele dominava todas as tribos vizinhas, e já não era mais chefe e sim rei. Já não existiam mais tribos, mas sim monarquias. É o que acontece nas chamadas "cidades-estado" da Grécia, co­mo .Atenas e Esparta. Durante o século VIII a.C., as monarquias gregas transformam-se em oligarquias.
No século VI a.C. estabelece-se a pri­meira democracia grega, na cidade de Ate­nas. Mas essa palavra ainda não tinha o sen­tido que lhe é atribuído hoje. Todos os ci­dadãos de Atenas, com exceção dos escravos e estrangeiros, possuíam por herança o pri­vilégio de participar do governo. Este se compunha dos Demos, da Assembleia, do Conselho dos Quinhentos e das Cortes. Os Demos (bairros, distritos) constituíam as uni­dades de governo locais. Tinham como fun­ção registrar como cidadãos os indivíduos de mais de dezoito anos e apresentar uma lista de candidatos aos cargos por intermé­dio dos quais se exerceria o governo cen­tral, físses candidatos eram escolhidos por sorteio. A Assembleia era composta por to­dos os cidadãos de Atenas que tivessem mais de vinte anos. Reunia-se dez vezes por ano e em sessões extraordinárias. Sua função era elaborar as leis. O Conselho dos Quinhen­tos, escolhido pelos Demos, centralizava o trabalho prático do governo. Seu poder de­pendia da Assembleia, que deliberava so­bre os conselhos que èle propunha. As Cor­tes exerciam controle sobre os funcionários e sobre as próprias leis. Podiam contestar decisões da Assembleia ou do Conselho, bem como julgar e condenar uma lei, como se fosse uma pessoa. Eram compostas de 6 mil cidadãos, escolhidos por sorteio entre os no­mes enviados peíos Demos.
Em Roma, a República
A antiga República Romana, criada no século VI a.C, não se compunha de cidades-estado mas de um conjunto que, em certa época, ultrapassou as fronteiras nacio­nais. O governo de Roma caracterizava-se pelo equilíbrio entre três poderes: Senado, magistrados e povo. O Senado constituía o mais importante órgão do governo. Era com­posto de trezentos membros pertencentes à aristocracia e tinha como funções aconselhar os magistrados, cuidar dos assuntos religio­sos, das finanças, da política externa e da administração das províncias. Os magistra­dos, aconselhados pelo Senado, propunham leis que eram votadas pelo povo nas Assem­bleias (covriiia ceiituriata e comitia tributa). Alas nos séculos 111 c II a.C, com a conquis­ta do Mediterrâneo, o equilíbrio político em Roma foi abalado. O século I a.C. foi a época da grande crise do regime republica­no: deu-se não apenas a liquidação da Repú­blica com a ditadura de César como também o o advento de um novo regime, o Império. Este, depois de conhecer o apogeu no século II d.C, entrou em fase de decadência até a sua dissolução.



O feudalismo
A organização política feudal baseava-se na economia agrícola e caracterizava-se pe­la dependência entre vassalo e suserano, ou seja, pela vassalagem. Com as invasões dos árabes, normandos e húngaros, houve tal ne­cessidade de proteção que todo homem lívre procurou ligar-se a um rei ou a um grande proprietário rural, tornando-se seu vassalo. Como pagamento ao homem que se unisse a èle, o rei dava-lhe uma parte de seus domí­nios para seu lívre usufruto. O vassalo do rei (um nobre, quase sempre), por sua vez, entregava partes da terra ganha a seus pró­prios vassalos. Daí a multiplicidade de pe­quenos domínios territoriais, ou seja, de feu­dos. O rei, a princípio, encorajava o siste­ma, que lhe facilitava as funções de admi­nistrador. A expansão dos feudos e do feu­dalismo, no entanto, ia diminuindo cada vez mais o poder real. Eram os senhores feudais que faziam os regulamentos de polícia, con­trolavam o mercado e. as pontes, e até a ela­boração das leis estava em suas mãos. O rei passara a ter apenas uma função "figu­rativa": o Estado transformara-se num con­junto de pequenos Estados.

Absolutismo, reação ao feudalismo
Lutando contra o poder dos senhores feu­dais, os reis conseguiram, gradativamente
recuperar o poder, tomando a seu serviço soldados mercenários. Perdendo sua torça, os senhores feudais passaram a ser cortesãos do rei. Seus títulos e regalias passaram a de­pender, então, exclusivamente dos humores do monarea. Não só os senhores feudais, mas toda a população passa a ser submetida a um único governante. Como reação ao feudalismo e desejando ver consolidado seu poder, o rei trabalha para que seu poder seja ilimitado. Torna-se senhor absoluto, inaugura uma nova fase na história da po­lítica europeia: o absolutismo. A frase de Luís XIV, da França, "o Estado sou eu", é a expressão mais pura do absolutismo.

Regimes constitucionais
Um governo de regime constitucional (que se rege por uma constituição) pode ser presidencialista ou parlamentarista, e admi­te a monarquia ou a república como formas de governo. A escolha de uma ou outra des­sas formas vai depender da força dos diver­sos grupos da sociedade. No parlamentaris­mo o Poder Executivo é exercido por um primeiro-ministro apoiado nos representan­tes do povo que participam da Assem­bleia. Na Inglaterra de hoje (monarquia parlamentar), o partido que elege a maioria da Câmara dos Comuns impõe seu líder como primeiro-ministro. O povo vota, não num presidente, mas num partido. No pre­sidencialismo, o Poder Executivo é centra­lizado por um indivíduo, eleito pelo povo, diretamente ou pelos representantes.

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Eletricidade

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Eletricidade

Em 1831, fazendo experimentos com eletri­cidade, o físico inglês Michael Faraday prendeu os dois cabos condutores de um aparelho medidor de corrente em um disco de cobre. Ele fixou um eletrodo no centro do disco, o outro na borda, e fez o disco gi­rar entre os pólos de um poderoso imã, ou magneto. Conforme o disco girava, a eletri­cidade corria através do circuito, e ao ace­lerar a rotação a corrente aumentava. Com essa experiência divertida, Faraday, que se tornaria um dos mais famosos cientistas da Inglaterra, havia inventado o dínamo, o pri­meiro gerador elétrico.
Os modernos geradores elétricos, desde os modelos portáteis movidos a petróleo até as enormes usinas hidrelétricas, são mais complexos e produzem muito mais corren­te do que o dínamo de Faraday, mas todos funcionam de acordo com o mesmo princí­pio: quando um imã se move próximo de um fio em espiral, a corrente flui através do fio. Esse fenómeno é conhecido como in­dução eletromagnética. Em 1819, o físico dinamarquês Hans Christian Oersted ha­via descoberto a conexão entre forças elé-tricas e magnéticas ao observar que uma corrente elétrica em movimento produz um campo magnético. Procurando compreen­der esse efeito, Faraday criou seu dínamo manual. Atualmente, os cientistas aprovei­tam a energia da água em movimento, da luz do sol, dos átomos, de combustíveis fósseis, de pedras subterrâneas aquecidas e do vento para movimentar imãs passan­do por bobinas e gerando a eletricidade que alimenta a sociedade moderna.
Uma ténue claridade azul emana da água que co­bre o centro de um reator nuclear, coração de um gerador movido a energia nuclear. A desintegração de átomos é apenas uma das muitas maneiras de produzir força para acionar geradores elétricos.

Em um gerador de corrente alternada simples, um circuito gira entre os pólos de um imã estacionário. Cada ponta do circuito se conecta com um anel de contato que entra em atrito com uma escova condu­tora, de carbono [abaixo). A corrente induzida flui para o anel de contato interno quando uma metade do circuito passa pelo pólo norte, e a corrente flui para o anel exterior quando a outra metade do cir­cuito passa pelo pólo norte.



Gerador de três fases
Um jeito económico de produzir uma forte cor­rente alternada é usar um imã girando através de diversas espirais. No gerador trifãsico co­mum, há três espirais a espaços equi­distantes em torno do imã. Cada espiral produz uma corrente alternada quando o imã passa .


O que é supercondutividade?
A supercondutividade é uma das descobertas mais estimulantes deste século. Quando conge­ladas a temperaturas muito baixas, algumas substâncias têm a capacidade de conduzir életriçidade sem resistência; isso faz com que se­jam supercondutoras.
Em 1911,0 ào utilizar hélio para congelar uma coluna de mercúrio a 4 kelvins, ou 269 graus"Cel-sius negativos, o físico holandês Heike Kamerlin-gh Onnes ficou surpreso, pois constatou que a corrente passava através da coluna sem resistên­cia. Hoje em dia, os cientistas podem criar subs­tâncias que exibem essas propriedades supercondutoras a temperaturas mais elevadas, além de 100 kelvins ou 173 graus Celsius negativos. AI-guaa conceitos instigantes — entre os quais, a produção e o armazenamento de energia maertica supercondutora em sistemas de força: utilização da força eletromagnética em foguete: trem e barcos superconduzidos — sugeridos por essas substâncias revolucionárias combinam surpreendente condutividade com as estranha propriedades magnéticas. Colocados em um cam­po'magnético, os supercondutores geram seu proprio campo magnético de idêntica polaridade, fa­zendo os objetos magnetizados flutuarem.

O complexo padrão da onda de uma antena transmissora parte de uma só flutuação de corrente. Quando a corrente ilui pela antena, o campo elétrico (vermelho) se desloca de cima para baixo e o campo magnético [verde) gira no senti­do anti-horário. Quando inverte a direção da corrente, os campos magnético e elétrico a acompanham.

Como viajam as ondas eletromagnéticas?
Toda vez que uma corrente elétríca varia em velo­cidade ou direção, ela gera ondas eletromagnéti­cas, que são flutuações da força magnética e da elétrica. Exemplo disso é a corrente variável de uma antena transmissora de rádio, que cria anéis de ondas de rádio em expansão (abaixo).
A energia de uma onda eletromagnética está re­lacionada com seu comprimento de onda — a dis­tância entre a crista de uma onda e da seguinte. Quanto mais curto o comprimento, maior a ener­gia da onda. Em ordem decrescente de compri­mento, as ondas eletromagnéticas incluem: ondas de rádio, raios infravermelhos, luz visível, luz ul­travioleta, raios X e raios gama. Os raios gama possuem apenas um centésimo bilionésimo de metro de comprimento, enquanto as ondas de rá­dio podem se estender por quilómetros.

Quando as ondas eletromagnéticas se difundem à velocidade da luz, seus campos elétrico e mag­nético irradiam em ângulos retos em relação um ao outro e à direção do fluxo da onda.

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Anabolizante

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ABUSO DE ANABOLIZANTES

DRAUZIO VARELLA

Para melhorar o desempenho ou a aparência física, muitos atletas e frequentadores de academias correm vários e graves riscos

Durante a segunda guerra mundial, os nazistas administravam hormônios derivados da testoste-rona para aumentar a agressividade dos soldados alemães. Esses hormônios anabolizantes - chamados de esteróides androgênicos - foram estudados na década de 1950 como agentes promotores de crescimento, mas suas propriedades virilizantes tornaram o uso clínico inviável.
Não é de hoje que alguns atletas usam anabolizantes com o objetivo de melho­rar a performance, mas foi nos últimos dez anos que o abuso dos esteróides se disseminou entre frequentadores de aca­demias sem nenhum interesse em parti­cipar de competições esportivas, unica­mente para melhorar a aparência física.
Quando andrógenos são ingeridos ou injetados na corrente sanguínea, a testos-terona ao passar pelo fígado é metabolízada e tornada inerte. Para impedir essa inativação, surgiram adesivos transdér-micos, cápsulas de liberação prolongada e preparações contendo modificações es­truturais na fórmula da testosterona.
Doses fisiológicas de testosterona e seus derivados, como aquelas empregadas em homens com hipogonadismo (insuficiência de produção de testoste­rona), não exercem efeitos indesejáveis em homens normais. Por isso, quem abusa de anabolizantes é obrigado a au­mentar e escalar as doses para obter o efeito desejado - exatamente como o fa­zem os usuários de outras drogas.
Doses mais altas (suprafisiológicas) de testosterona estimulam a síntese de pro­teínas e aumentam a massa muscular porque o hormônio se liga a receptores específicos localizados nas fibras mus­culares. Dosagens mais elevadas provo­cam ainda euforia e resistência à fadiga, facilitando a realização de exercícios mais vigorosos, que colaboram decisiva­mente para hipertrofiar a musculatura.
Alguns estudos mostram que o exer­cício físico é muito importante para o ganho de massa muscular associado ao uso de anabolizantes. Esses, quando ad­ministrados a sedentários, provocam aumentos bem mais discretos.
O abuso de anaboiizantes provoca distúrbios comportamentais, endócrinos, cardiovasculares, hepáticos e músculo-esqueléticos.

São frequen­tes as queixas de agressividade exacer­bada, irritabilidade, agitação motora e aumento ou diminuição da libido. Síndromes psiquiátricas, como transtor­no bipolar (anteriormente conhecida com o nome de psicose maníaco-de-pressiva), síndrome do pânico e qua­dros depressivos, podem surgir na vi­gência do uso de doses elevadas.
É comum aparecerem lesões dermatológicas típicas de acne - principalmente na face -, atrofia dos testículos, calvície, impotência sexual, diminuição do número e da motilida­de dos espemiatozóides, redução do volume de esperma ejaculado, gineco-mastia (crescimento das mamas em homens), masculinização das mulhe­res e alterações na tolerância à glicose que podem desencadear quadros de diabetes em indivíduos predispostos.
CARDIOVASCULARES: retenção de lí­quido que favorece o aparecimento de edemas. Aumento da pressão arterial. Al­teração no metabolismo dos lípides que podem levar a aumento do risco de doen­ças cardiovasculares: aumento do colesterol total, diminuição de HDL ("bom co­lesterol"), aumento de LDL ("mau coles­terol") e aumento de triglicérides.
HEPÁTICOS: elevação das enzimas do fígado (transaminases, fosfatase alcali­na, gama GT, etc). Quadros de icterícia e, mais raramente, câncer do fígado.
MÚSCULo-ESQUELÊTIGOS: lesões osteomusculares por solicitação exage­rada ("overuse"). Fechamento precoce das epífises, com consequente inter­rupção do crescimento dos ossos.
Não existe tratamento específico para o uso abusivo de anabolizantes. Como essas drogas são geralmente co­mercializadas por vias ilegais c admi­nistradas em dosagens e concentra­ções variáveis por pessoas leigas, não há estudos clínicos para nos ajudar a definir esquemas seguros de adminis­tração, se é que eles existem.

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Fontes

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Abril, Època, Info, Isto È, Som Três, Super Interesante , Veja,
enciclopedias Barsa, conhecer, Delta, entre outras, almanaques, jornais,
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