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Governos de toda forma
Nenhum povo pode prescindir de organização política, ou seja, de métodos ou sistemas que controlem e dirijam o comportamento dos grupos humanos. O órgão encarregado de aplicar esses métodos cm cada região onde viva um povo chama-se governo.
A história, a cultura, a moral, até mesmo a geografia variam: não permanecem iguais para todos os povos da Terra. E os governos, em forma, em métodos e em organização, também variam. Estudá-los e classificá-los já foi uma preocupação dos gregos da Antiguidade. A classificação mais conhecida das formas de governo foi feita por Aristóteles. Segundo ele, há as formas puras e as impuras. As puras são: monarquia, governo de um só; aristocracia, ou governo de vários; democracia, governo do povo. E ainda segundo Aristóteles as formas impuras seriam deturpações das formas puras. Quando o governo é de um só mas não visa ao interesse geral e sim ao particular, do governante, a monarquia vira tirania. Quando o governo está nas mãos de uma minoria privilegiada (governo de vários) mas é exercido em benefício dessa minoria e não do povo cm geral, a aristocracia transforma-se em oligarquia. E, finalmente, quando o poder está nas mãos do povo mas este, descontente e revoltado, domina diretamente os governantes, implantando um regime de terror e violência, acontece a demagogia, forma corrupta da democracia.
Por muito tempo a classificação de Aristótelcs foi aceita; e muitas vezes discutida. Numa classificação moderna, Rodolphc Leun define as formas de governo quanto à origem, à organização e ao exercício.
Quanto à origem, os governos podem ser democráticos ou populares e de dominação. São democráticos ou populares aqueles em que o poder "emana do povo”, é o povo que governa, diretamente, ou por meio de representantes. Governos de dominação são os que não dão o poder ao povo. Atribuem-no a entidades sobrenaturais (teocracias) ou a um indivíduo que acredita merccè-lo por "direito divino" ou simplesmente por tê-lo conquistado, de uma forma ou de outra. Sem representar o povo nem trabalhar por ele, o governante age por direito e vontade próprios: é uma autocracia.
Quanto à organização, existem os governos de fato e os de direito. Se a ocupação dos postos supremos se fez pela força ou por golpe de Estado, se o governante ou governantes não assumiram o poder pelos meios legais e normais prescritos pela Constituição do Hstado, há governo de fato. A tendência dos governos de fato, no entanto, é transformarem-se cm governos de direito. Como? Consolidando-se, sendo reconhecidos pelos demais Estados, restabelecendo a ordem e a normalidade na vida jurídica e política da nação. A organização dos governos de direito pode ser feita com base na hereditariedade, como acontece nas mo narquias, ou mediante eleições, como se dá nas democracias.
Quanto ao exercício do poder, serão absolutos os governos que não obedecerem a nenhuma constituição, a nenhuma norma jurídica. E serão constitucionais os que exercerem o poder de acordo com uma constituição ou leis estabelecidas.
Os bandos e as tribos
No princípio dos tempos, o homem vivia em bandos: várias famílias que andavam de lá para cá, no meio das matas, à procura de alimentos para sobreviver, de víveres e água. Quando os recursos naturais da região esgotavam-se, partiam novamente: eram nómades. Aos poucos, foi aumentando a capacidade do homem para desenvolver e aproveitar os meios naturais, até que ele já não precisa abandonar as terras, pois aprendeu a fazè-las produzirem por longo tempo: 05 primeiros grupos sedentários começam a aparecer. Fixados em determinada região, os bandos iam crescendo e acabavam por se dividir: metade partia em conquista de terras vizinhas, formando alí novo agrupamento humano. Não havia necessidade, ainda, de organização política formal, nesse tipo de sociedade. A chefia dos bandos encontrava-se em mãos de poucos indivíduos, reconhecidos como líderes c sem cuja aprovação nada se podia fazer.
Do crescimento dos bandos e de sua multiplicação surgiram as primeiras tribos. No começo também cias não determinaram a necessidade de organização política para controlar a vida de seus membros. Mas á medida que uma tribo começava a obter bens além dos necessários à sua sobrevivência, a situação ia mudando. Nem todos precisavam dedicar-se ao trabalho de obtenção dos víveres. Parte da tribo poderia, daí por diante, especializar-se cm outras funções: controle do grupo, supervisão c direção da sociedade. Surgem os chefes, os guerreiros e os sacerdotes, com poderes governamentais. Os chefes, por questão de prestígio, recebem presentes dos súditos, sob a forma de víveres. Aos poucos esses presentes entram para a tradição e acabam-se tornando tributos obrigatórios, que serão armazenados para servirem ao povo nas horas de necessidade. Seriam os "impostos" da época. O tempo passa e essas sociedades simples vão-se tornando mais complexas. Surgem com isso novos elementos na organização política das tribos, que constituem, então, cada qual um Estado. Lima classe de guerreiros começa a se esboçar em torno c a serviço dos chefes; criam-se os exércitos.
Na Grécia,surge a democracia
A antiga organização política da Grécia legendária pode ser considerada uma evolução da empregada nas primitivas tribos. O chefe de uma tribo tornava-se mais forte que o das demais, seu exército era mais numeroso c valente. Com isso, ele dominava todas as tribos vizinhas, e já não era mais chefe e sim rei. Já não existiam mais tribos, mas sim monarquias. É o que acontece nas chamadas "cidades-estado" da Grécia, como .Atenas e Esparta. Durante o século VIII a.C., as monarquias gregas transformam-se em oligarquias.
No século VI a.C. estabelece-se a primeira democracia grega, na cidade de Atenas. Mas essa palavra ainda não tinha o sentido que lhe é atribuído hoje. Todos os cidadãos de Atenas, com exceção dos escravos e estrangeiros, possuíam por herança o privilégio de participar do governo. Este se compunha dos Demos, da Assembleia, do Conselho dos Quinhentos e das Cortes. Os Demos (bairros, distritos) constituíam as unidades de governo locais. Tinham como função registrar como cidadãos os indivíduos de mais de dezoito anos e apresentar uma lista de candidatos aos cargos por intermédio dos quais se exerceria o governo central, físses candidatos eram escolhidos por sorteio. A Assembleia era composta por todos os cidadãos de Atenas que tivessem mais de vinte anos. Reunia-se dez vezes por ano e em sessões extraordinárias. Sua função era elaborar as leis. O Conselho dos Quinhentos, escolhido pelos Demos, centralizava o trabalho prático do governo. Seu poder dependia da Assembleia, que deliberava sobre os conselhos que èle propunha. As Cortes exerciam controle sobre os funcionários e sobre as próprias leis. Podiam contestar decisões da Assembleia ou do Conselho, bem como julgar e condenar uma lei, como se fosse uma pessoa. Eram compostas de 6 mil cidadãos, escolhidos por sorteio entre os nomes enviados peíos Demos.
Em Roma, a República
A antiga República Romana, criada no século VI a.C, não se compunha de cidades-estado mas de um conjunto que, em certa época, ultrapassou as fronteiras nacionais. O governo de Roma caracterizava-se pelo equilíbrio entre três poderes: Senado, magistrados e povo. O Senado constituía o mais importante órgão do governo. Era composto de trezentos membros pertencentes à aristocracia e tinha como funções aconselhar os magistrados, cuidar dos assuntos religiosos, das finanças, da política externa e da administração das províncias. Os magistrados, aconselhados pelo Senado, propunham leis que eram votadas pelo povo nas Assembleias (covriiia ceiituriata e comitia tributa). Alas nos séculos 111 c II a.C, com a conquista do Mediterrâneo, o equilíbrio político em Roma foi abalado. O século I a.C. foi a época da grande crise do regime republicano: deu-se não apenas a liquidação da República com a ditadura de César como também o o advento de um novo regime, o Império. Este, depois de conhecer o apogeu no século II d.C, entrou em fase de decadência até a sua dissolução.
O feudalismo
A organização política feudal baseava-se na economia agrícola e caracterizava-se pela dependência entre vassalo e suserano, ou seja, pela vassalagem. Com as invasões dos árabes, normandos e húngaros, houve tal necessidade de proteção que todo homem lívre procurou ligar-se a um rei ou a um grande proprietário rural, tornando-se seu vassalo. Como pagamento ao homem que se unisse a èle, o rei dava-lhe uma parte de seus domínios para seu lívre usufruto. O vassalo do rei (um nobre, quase sempre), por sua vez, entregava partes da terra ganha a seus próprios vassalos. Daí a multiplicidade de pequenos domínios territoriais, ou seja, de feudos. O rei, a princípio, encorajava o sistema, que lhe facilitava as funções de administrador. A expansão dos feudos e do feudalismo, no entanto, ia diminuindo cada vez mais o poder real. Eram os senhores feudais que faziam os regulamentos de polícia, controlavam o mercado e. as pontes, e até a elaboração das leis estava em suas mãos. O rei passara a ter apenas uma função "figurativa": o Estado transformara-se num conjunto de pequenos Estados.
Absolutismo, reação ao feudalismo
Lutando contra o poder dos senhores feudais, os reis conseguiram, gradativamente
recuperar o poder, tomando a seu serviço soldados mercenários. Perdendo sua torça, os senhores feudais passaram a ser cortesãos do rei. Seus títulos e regalias passaram a depender, então, exclusivamente dos humores do monarea. Não só os senhores feudais, mas toda a população passa a ser submetida a um único governante. Como reação ao feudalismo e desejando ver consolidado seu poder, o rei trabalha para que seu poder seja ilimitado. Torna-se senhor absoluto, inaugura uma nova fase na história da política europeia: o absolutismo. A frase de Luís XIV, da França, "o Estado sou eu", é a expressão mais pura do absolutismo.
Regimes constitucionais
Um governo de regime constitucional (que se rege por uma constituição) pode ser presidencialista ou parlamentarista, e admite a monarquia ou a república como formas de governo. A escolha de uma ou outra dessas formas vai depender da força dos diversos grupos da sociedade. No parlamentarismo o Poder Executivo é exercido por um primeiro-ministro apoiado nos representantes do povo que participam da Assembleia. Na Inglaterra de hoje (monarquia parlamentar), o partido que elege a maioria da Câmara dos Comuns impõe seu líder como primeiro-ministro. O povo vota, não num presidente, mas num partido. No presidencialismo, o Poder Executivo é centralizado por um indivíduo, eleito pelo povo, diretamente ou pelos representantes.
enc. conhecer abril
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terça-feira, 3 de março de 2009
Eletricidade
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Eletricidade
Em 1831, fazendo experimentos com eletricidade, o físico inglês Michael Faraday prendeu os dois cabos condutores de um aparelho medidor de corrente em um disco de cobre. Ele fixou um eletrodo no centro do disco, o outro na borda, e fez o disco girar entre os pólos de um poderoso imã, ou magneto. Conforme o disco girava, a eletricidade corria através do circuito, e ao acelerar a rotação a corrente aumentava. Com essa experiência divertida, Faraday, que se tornaria um dos mais famosos cientistas da Inglaterra, havia inventado o dínamo, o primeiro gerador elétrico.
Os modernos geradores elétricos, desde os modelos portáteis movidos a petróleo até as enormes usinas hidrelétricas, são mais complexos e produzem muito mais corrente do que o dínamo de Faraday, mas todos funcionam de acordo com o mesmo princípio: quando um imã se move próximo de um fio em espiral, a corrente flui através do fio. Esse fenómeno é conhecido como indução eletromagnética. Em 1819, o físico dinamarquês Hans Christian Oersted havia descoberto a conexão entre forças elé-tricas e magnéticas ao observar que uma corrente elétrica em movimento produz um campo magnético. Procurando compreender esse efeito, Faraday criou seu dínamo manual. Atualmente, os cientistas aproveitam a energia da água em movimento, da luz do sol, dos átomos, de combustíveis fósseis, de pedras subterrâneas aquecidas e do vento para movimentar imãs passando por bobinas e gerando a eletricidade que alimenta a sociedade moderna.
Uma ténue claridade azul emana da água que cobre o centro de um reator nuclear, coração de um gerador movido a energia nuclear. A desintegração de átomos é apenas uma das muitas maneiras de produzir força para acionar geradores elétricos.
Em um gerador de corrente alternada simples, um circuito gira entre os pólos de um imã estacionário. Cada ponta do circuito se conecta com um anel de contato que entra em atrito com uma escova condutora, de carbono [abaixo). A corrente induzida flui para o anel de contato interno quando uma metade do circuito passa pelo pólo norte, e a corrente flui para o anel exterior quando a outra metade do circuito passa pelo pólo norte.
Gerador de três fases
Um jeito económico de produzir uma forte corrente alternada é usar um imã girando através de diversas espirais. No gerador trifãsico comum, há três espirais a espaços equidistantes em torno do imã. Cada espiral produz uma corrente alternada quando o imã passa .
O que é supercondutividade?
A supercondutividade é uma das descobertas mais estimulantes deste século. Quando congeladas a temperaturas muito baixas, algumas substâncias têm a capacidade de conduzir életriçidade sem resistência; isso faz com que sejam supercondutoras.
Em 1911,0 ào utilizar hélio para congelar uma coluna de mercúrio a 4 kelvins, ou 269 graus"Cel-sius negativos, o físico holandês Heike Kamerlin-gh Onnes ficou surpreso, pois constatou que a corrente passava através da coluna sem resistência. Hoje em dia, os cientistas podem criar substâncias que exibem essas propriedades supercondutoras a temperaturas mais elevadas, além de 100 kelvins ou 173 graus Celsius negativos. AI-guaa conceitos instigantes — entre os quais, a produção e o armazenamento de energia maertica supercondutora em sistemas de força: utilização da força eletromagnética em foguete: trem e barcos superconduzidos — sugeridos por essas substâncias revolucionárias combinam surpreendente condutividade com as estranha propriedades magnéticas. Colocados em um campo'magnético, os supercondutores geram seu proprio campo magnético de idêntica polaridade, fazendo os objetos magnetizados flutuarem.
O complexo padrão da onda de uma antena transmissora parte de uma só flutuação de corrente. Quando a corrente ilui pela antena, o campo elétrico (vermelho) se desloca de cima para baixo e o campo magnético [verde) gira no sentido anti-horário. Quando inverte a direção da corrente, os campos magnético e elétrico a acompanham.
Como viajam as ondas eletromagnéticas?
Toda vez que uma corrente elétríca varia em velocidade ou direção, ela gera ondas eletromagnéticas, que são flutuações da força magnética e da elétrica. Exemplo disso é a corrente variável de uma antena transmissora de rádio, que cria anéis de ondas de rádio em expansão (abaixo).
A energia de uma onda eletromagnética está relacionada com seu comprimento de onda — a distância entre a crista de uma onda e da seguinte. Quanto mais curto o comprimento, maior a energia da onda. Em ordem decrescente de comprimento, as ondas eletromagnéticas incluem: ondas de rádio, raios infravermelhos, luz visível, luz ultravioleta, raios X e raios gama. Os raios gama possuem apenas um centésimo bilionésimo de metro de comprimento, enquanto as ondas de rádio podem se estender por quilómetros.
Quando as ondas eletromagnéticas se difundem à velocidade da luz, seus campos elétrico e magnético irradiam em ângulos retos em relação um ao outro e à direção do fluxo da onda.
time life-ciencia e natureza-forças fisicas-abril
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Eletricidade
Em 1831, fazendo experimentos com eletricidade, o físico inglês Michael Faraday prendeu os dois cabos condutores de um aparelho medidor de corrente em um disco de cobre. Ele fixou um eletrodo no centro do disco, o outro na borda, e fez o disco girar entre os pólos de um poderoso imã, ou magneto. Conforme o disco girava, a eletricidade corria através do circuito, e ao acelerar a rotação a corrente aumentava. Com essa experiência divertida, Faraday, que se tornaria um dos mais famosos cientistas da Inglaterra, havia inventado o dínamo, o primeiro gerador elétrico.
Os modernos geradores elétricos, desde os modelos portáteis movidos a petróleo até as enormes usinas hidrelétricas, são mais complexos e produzem muito mais corrente do que o dínamo de Faraday, mas todos funcionam de acordo com o mesmo princípio: quando um imã se move próximo de um fio em espiral, a corrente flui através do fio. Esse fenómeno é conhecido como indução eletromagnética. Em 1819, o físico dinamarquês Hans Christian Oersted havia descoberto a conexão entre forças elé-tricas e magnéticas ao observar que uma corrente elétrica em movimento produz um campo magnético. Procurando compreender esse efeito, Faraday criou seu dínamo manual. Atualmente, os cientistas aproveitam a energia da água em movimento, da luz do sol, dos átomos, de combustíveis fósseis, de pedras subterrâneas aquecidas e do vento para movimentar imãs passando por bobinas e gerando a eletricidade que alimenta a sociedade moderna.
Uma ténue claridade azul emana da água que cobre o centro de um reator nuclear, coração de um gerador movido a energia nuclear. A desintegração de átomos é apenas uma das muitas maneiras de produzir força para acionar geradores elétricos.
Em um gerador de corrente alternada simples, um circuito gira entre os pólos de um imã estacionário. Cada ponta do circuito se conecta com um anel de contato que entra em atrito com uma escova condutora, de carbono [abaixo). A corrente induzida flui para o anel de contato interno quando uma metade do circuito passa pelo pólo norte, e a corrente flui para o anel exterior quando a outra metade do circuito passa pelo pólo norte.
Gerador de três fases
Um jeito económico de produzir uma forte corrente alternada é usar um imã girando através de diversas espirais. No gerador trifãsico comum, há três espirais a espaços equidistantes em torno do imã. Cada espiral produz uma corrente alternada quando o imã passa .
O que é supercondutividade?
A supercondutividade é uma das descobertas mais estimulantes deste século. Quando congeladas a temperaturas muito baixas, algumas substâncias têm a capacidade de conduzir életriçidade sem resistência; isso faz com que sejam supercondutoras.
Em 1911,0 ào utilizar hélio para congelar uma coluna de mercúrio a 4 kelvins, ou 269 graus"Cel-sius negativos, o físico holandês Heike Kamerlin-gh Onnes ficou surpreso, pois constatou que a corrente passava através da coluna sem resistência. Hoje em dia, os cientistas podem criar substâncias que exibem essas propriedades supercondutoras a temperaturas mais elevadas, além de 100 kelvins ou 173 graus Celsius negativos. AI-guaa conceitos instigantes — entre os quais, a produção e o armazenamento de energia maertica supercondutora em sistemas de força: utilização da força eletromagnética em foguete: trem e barcos superconduzidos — sugeridos por essas substâncias revolucionárias combinam surpreendente condutividade com as estranha propriedades magnéticas. Colocados em um campo'magnético, os supercondutores geram seu proprio campo magnético de idêntica polaridade, fazendo os objetos magnetizados flutuarem.
O complexo padrão da onda de uma antena transmissora parte de uma só flutuação de corrente. Quando a corrente ilui pela antena, o campo elétrico (vermelho) se desloca de cima para baixo e o campo magnético [verde) gira no sentido anti-horário. Quando inverte a direção da corrente, os campos magnético e elétrico a acompanham.
Como viajam as ondas eletromagnéticas?
Toda vez que uma corrente elétríca varia em velocidade ou direção, ela gera ondas eletromagnéticas, que são flutuações da força magnética e da elétrica. Exemplo disso é a corrente variável de uma antena transmissora de rádio, que cria anéis de ondas de rádio em expansão (abaixo).
A energia de uma onda eletromagnética está relacionada com seu comprimento de onda — a distância entre a crista de uma onda e da seguinte. Quanto mais curto o comprimento, maior a energia da onda. Em ordem decrescente de comprimento, as ondas eletromagnéticas incluem: ondas de rádio, raios infravermelhos, luz visível, luz ultravioleta, raios X e raios gama. Os raios gama possuem apenas um centésimo bilionésimo de metro de comprimento, enquanto as ondas de rádio podem se estender por quilómetros.
Quando as ondas eletromagnéticas se difundem à velocidade da luz, seus campos elétrico e magnético irradiam em ângulos retos em relação um ao outro e à direção do fluxo da onda.
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Anabolizante
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ABUSO DE ANABOLIZANTES
DRAUZIO VARELLA
Para melhorar o desempenho ou a aparência física, muitos atletas e frequentadores de academias correm vários e graves riscos
Durante a segunda guerra mundial, os nazistas administravam hormônios derivados da testoste-rona para aumentar a agressividade dos soldados alemães. Esses hormônios anabolizantes - chamados de esteróides androgênicos - foram estudados na década de 1950 como agentes promotores de crescimento, mas suas propriedades virilizantes tornaram o uso clínico inviável.
Não é de hoje que alguns atletas usam anabolizantes com o objetivo de melhorar a performance, mas foi nos últimos dez anos que o abuso dos esteróides se disseminou entre frequentadores de academias sem nenhum interesse em participar de competições esportivas, unicamente para melhorar a aparência física.
Quando andrógenos são ingeridos ou injetados na corrente sanguínea, a testos-terona ao passar pelo fígado é metabolízada e tornada inerte. Para impedir essa inativação, surgiram adesivos transdér-micos, cápsulas de liberação prolongada e preparações contendo modificações estruturais na fórmula da testosterona.
Doses fisiológicas de testosterona e seus derivados, como aquelas empregadas em homens com hipogonadismo (insuficiência de produção de testosterona), não exercem efeitos indesejáveis em homens normais. Por isso, quem abusa de anabolizantes é obrigado a aumentar e escalar as doses para obter o efeito desejado - exatamente como o fazem os usuários de outras drogas.
Doses mais altas (suprafisiológicas) de testosterona estimulam a síntese de proteínas e aumentam a massa muscular porque o hormônio se liga a receptores específicos localizados nas fibras musculares. Dosagens mais elevadas provocam ainda euforia e resistência à fadiga, facilitando a realização de exercícios mais vigorosos, que colaboram decisivamente para hipertrofiar a musculatura.
Alguns estudos mostram que o exercício físico é muito importante para o ganho de massa muscular associado ao uso de anabolizantes. Esses, quando administrados a sedentários, provocam aumentos bem mais discretos.
O abuso de anaboiizantes provoca distúrbios comportamentais, endócrinos, cardiovasculares, hepáticos e músculo-esqueléticos.
São frequentes as queixas de agressividade exacerbada, irritabilidade, agitação motora e aumento ou diminuição da libido. Síndromes psiquiátricas, como transtorno bipolar (anteriormente conhecida com o nome de psicose maníaco-de-pressiva), síndrome do pânico e quadros depressivos, podem surgir na vigência do uso de doses elevadas.
É comum aparecerem lesões dermatológicas típicas de acne - principalmente na face -, atrofia dos testículos, calvície, impotência sexual, diminuição do número e da motilidade dos espemiatozóides, redução do volume de esperma ejaculado, gineco-mastia (crescimento das mamas em homens), masculinização das mulheres e alterações na tolerância à glicose que podem desencadear quadros de diabetes em indivíduos predispostos.
CARDIOVASCULARES: retenção de líquido que favorece o aparecimento de edemas. Aumento da pressão arterial. Alteração no metabolismo dos lípides que podem levar a aumento do risco de doenças cardiovasculares: aumento do colesterol total, diminuição de HDL ("bom colesterol"), aumento de LDL ("mau colesterol") e aumento de triglicérides.
HEPÁTICOS: elevação das enzimas do fígado (transaminases, fosfatase alcalina, gama GT, etc). Quadros de icterícia e, mais raramente, câncer do fígado.
MÚSCULo-ESQUELÊTIGOS: lesões osteomusculares por solicitação exagerada ("overuse"). Fechamento precoce das epífises, com consequente interrupção do crescimento dos ossos.
Não existe tratamento específico para o uso abusivo de anabolizantes. Como essas drogas são geralmente comercializadas por vias ilegais c administradas em dosagens e concentrações variáveis por pessoas leigas, não há estudos clínicos para nos ajudar a definir esquemas seguros de administração, se é que eles existem.
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ABUSO DE ANABOLIZANTES
DRAUZIO VARELLA
Para melhorar o desempenho ou a aparência física, muitos atletas e frequentadores de academias correm vários e graves riscos
Durante a segunda guerra mundial, os nazistas administravam hormônios derivados da testoste-rona para aumentar a agressividade dos soldados alemães. Esses hormônios anabolizantes - chamados de esteróides androgênicos - foram estudados na década de 1950 como agentes promotores de crescimento, mas suas propriedades virilizantes tornaram o uso clínico inviável.
Não é de hoje que alguns atletas usam anabolizantes com o objetivo de melhorar a performance, mas foi nos últimos dez anos que o abuso dos esteróides se disseminou entre frequentadores de academias sem nenhum interesse em participar de competições esportivas, unicamente para melhorar a aparência física.
Quando andrógenos são ingeridos ou injetados na corrente sanguínea, a testos-terona ao passar pelo fígado é metabolízada e tornada inerte. Para impedir essa inativação, surgiram adesivos transdér-micos, cápsulas de liberação prolongada e preparações contendo modificações estruturais na fórmula da testosterona.
Doses fisiológicas de testosterona e seus derivados, como aquelas empregadas em homens com hipogonadismo (insuficiência de produção de testosterona), não exercem efeitos indesejáveis em homens normais. Por isso, quem abusa de anabolizantes é obrigado a aumentar e escalar as doses para obter o efeito desejado - exatamente como o fazem os usuários de outras drogas.
Doses mais altas (suprafisiológicas) de testosterona estimulam a síntese de proteínas e aumentam a massa muscular porque o hormônio se liga a receptores específicos localizados nas fibras musculares. Dosagens mais elevadas provocam ainda euforia e resistência à fadiga, facilitando a realização de exercícios mais vigorosos, que colaboram decisivamente para hipertrofiar a musculatura.
Alguns estudos mostram que o exercício físico é muito importante para o ganho de massa muscular associado ao uso de anabolizantes. Esses, quando administrados a sedentários, provocam aumentos bem mais discretos.
O abuso de anaboiizantes provoca distúrbios comportamentais, endócrinos, cardiovasculares, hepáticos e músculo-esqueléticos.
São frequentes as queixas de agressividade exacerbada, irritabilidade, agitação motora e aumento ou diminuição da libido. Síndromes psiquiátricas, como transtorno bipolar (anteriormente conhecida com o nome de psicose maníaco-de-pressiva), síndrome do pânico e quadros depressivos, podem surgir na vigência do uso de doses elevadas.
É comum aparecerem lesões dermatológicas típicas de acne - principalmente na face -, atrofia dos testículos, calvície, impotência sexual, diminuição do número e da motilidade dos espemiatozóides, redução do volume de esperma ejaculado, gineco-mastia (crescimento das mamas em homens), masculinização das mulheres e alterações na tolerância à glicose que podem desencadear quadros de diabetes em indivíduos predispostos.
CARDIOVASCULARES: retenção de líquido que favorece o aparecimento de edemas. Aumento da pressão arterial. Alteração no metabolismo dos lípides que podem levar a aumento do risco de doenças cardiovasculares: aumento do colesterol total, diminuição de HDL ("bom colesterol"), aumento de LDL ("mau colesterol") e aumento de triglicérides.
HEPÁTICOS: elevação das enzimas do fígado (transaminases, fosfatase alcalina, gama GT, etc). Quadros de icterícia e, mais raramente, câncer do fígado.
MÚSCULo-ESQUELÊTIGOS: lesões osteomusculares por solicitação exagerada ("overuse"). Fechamento precoce das epífises, com consequente interrupção do crescimento dos ossos.
Não existe tratamento específico para o uso abusivo de anabolizantes. Como essas drogas são geralmente comercializadas por vias ilegais c administradas em dosagens e concentrações variáveis por pessoas leigas, não há estudos clínicos para nos ajudar a definir esquemas seguros de administração, se é que eles existem.
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